Curitiba- Ao contrário do que se esperava, o atendimento nas agências do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) em Curitiba foi tranquilo ontem. A fila que se formou, segundo a gerência executiva do órgão e o sindicato da categoria, é normal. Todas as pessoas que procuraram o serviço até as 14 horas receberam senhas e foram atendidas. O horário de atendimento ao público e de trabalho dos 1,6 mil funcionários públicos vai continuar o mesmo.
Segundo a gerente executiva do INSS em Curitiba e Região Metropolitana, Eli Maria Marques de Lara, o número de pessoas que procurou as agências do INSS no primeiro dia de retorno dos funcionários foi normal porque muitos serviços estavam sendo realizados. ''Só na Grande Curitiba, fizemos 4,3 mil atendimentos durante a paralisação. Considerando que a nossa média mensal é de 8 mil atendimentos por mês acreditamos que não vai haver muito acúmulo de trabalho'', disse.
Durante a greve da categoria, 17 das 20 agências funcionaram com atendimento parcial das atividades. Nesse período, apenas 40 senhas eram distribuídas por dia.
Eli Maria garantiu que todos os dias o número de atendimentos vai ser contabilizado e, caso haja uma grande demanda, pode se pensar em uma ampliação do horário de atendimento. A princípio, uma triagem está sendo feita na fila para ver os casos mais graves. Assim, as pessoas que possuem pedidos mais urgentes e não conseguiram atendimento durante a greve podem ser priorizadas. Não estavam sendo realizados os atendimentos referentes à aposentadoria, contagem de tempo de serviço, arrecadação e pedidos de certidão negativa de débitos.
A diretora da secretaria jurídica do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Paraná (Sindiprevs), Jaqueline Mendes Gusmão, reafirmou que o movimento de ontem foi mais tranquilo do que os servidores esperavam. Para ela, ''a greve não deve afetar na quantidade de trabalho daqui para frente. Até mesmo porque não existe hora extra. Nem se fosse preciso, já que os servidores não ganham por isso''. Até o fim do dia, o INSS ainda não tinha o balanço de quantos atendimentos foram realizados no Paraná no primeiro dia do retorno da paralisação.

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