São Paulo, 1 (AE) - A revista Isto É também informou que o Ministério Público Estadual (MPE) recebeu um documento citando cinco vereadores que teriam negociado o pagamento de propinas diretamente na Prefeitura. Segundo a revista, os pagamentos feitos a Dalton Silvano, Éder Jofre, Aurélio Nomura e Gilson Barreto (PSDB) foram intermediados pelo colega de bancada Roberto Tripoli. Miguel Colasuonno (PMDB) seria o "distribuidor de propina" para cinco parlamentares do PT, Ivo Morganti (PMDB) e José Izar (PST).
"Estou perplexo pela forma como denúncias vazias passam a ter valor e uma acolhida tão grande", afirmou Colasuonno em entrevista. "Lamento profundamente que a revista tenha publicado um documento sem credibilidade."
O líder do PT na Câmara, José Eduardo Martins Cardozo, disse que o partido está à disposição para ser investigado. "Por que nós receberíamos propina se sempre votamos contra o prefeito?", indagou. "O prefeito não seria louco de dar uma mesada a quem vota sempre contra ele", afirmou o líder do PSDB, Aurélio Nomura.
Entre os petistas, a versão é de que a denúncia partiu de alguém da administração. Seria um aviso de que o prefeito Celso Pitta (PTN) tem munição contra a oposição.
O vereador Éder Jofre (PSDB) também repudiou as informações da revista. "Sempre lutamos para moralizar a Prefeitura." Segundo ele, seu colega de bancada Roberto Tripoli nunca propôs nenhum tipo de negociação ilícita. "E não acredito que ele tenha feito isso."
Nota - "Trata-se de uma manobra para desqualificar, denegrir e macular quem sempre esteve e está na luta contra a corrupção", alegou Silvano, em nota divulgada por assessores. "Votei sempre a favor do impeachment e de todas as CPIs." A bancada do PSDB reúne-se amanhã (2) para discutir o assunto. Procurado pela reportagem, o secretário de Comunicação Social da Prefeitura, Antenor Braido, não foi encontrado.

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