Atenção para vítimas e autores de violência
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Londrina- As crianças e adolescentes que são vítimas ou autores de atos de violência e não recebem atendimento de outros projetos são o público-alvo do Programa Atitude, lançado ontem na Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel). A cidade vai contar com cinco núcleos de atendimento, que vão organizar oficinas de cultura, esporte e lazer e profissionalizantes.
De acordo com a secretária estadual da Criança e da Juventude, Thelma Alves de Oliveira, o Programa Atitude é a criação de uma rede proteção por meio de oficinas de esporte e lazer e profissionalizantes. A meta é atingir as causas da violência, através do protagonismo juvenil e da articulação da rede de serviços já existente nos bairros.
Os jovens e famílias beneficiados serão encontrados, segundo Thelma, pelos serviços das escolas, centros de referência de assistência social e Promotoria da Vara da Infância e da Juventude.
O objetivo, explica, é alcançar crianças e jovens que os programas oficiais ainda não conseguem atender. O programa busca, em última instância, criar destinos e futuro para as nossas crianças. Vai resgatar jovens que estão fora da escola, vai trabalhar com dependência química, vai buscar apaziguar conflitos familiares e, principalmente, trazer o pertencimento desse jovem para a sua comunidade, destaca.
O Programa Atitude vai atender inicialmente dez cidades no Estado, escolhidas a partir dos indicadores de violência contra a criança e pratica pelo jovem. Thelma explicou que as equipes do projeto fizeram diagnóstico em cada comunidade e preparou agendamento de atendimentos e programação de oficinas. Algumas famílias já foram selecionadas.
Para a promotora da Vara da Infância e da Juventude de Londrina, Édina de Paula, a atual conjuntura de violência e criminalidade e o índice de vulnerabilidade das crianças e adolescentes fazem que o Programa Atitude seja necessário hoje na cidade. Um dos carros-chefes é motivar as crianças e adolescentes de maior vulnerabilidade a voltarem para a escola e dar esperanças e sonhos para essas crianças, declara.
O diferencial do programa, avalia, é o contato direto da equipe de trabalho com as comunidades, uma vez que as sedes serão nos bairros. A promotora acrescentou que uma das maiores dificuldades para as políticas públicas do setor são os adolescentes ameaçados de morte.


