Londrina – Pedir ajuda a amigos e parentes e delegar funções são medidas que podem contribuir para que o cuidador recupere o equilíbrio emocional e parte da rotina que precisou ser deixada de lado. A psicóloga Paula Cordeiro, do Instituto de Psicoterapia e Análise do Comportamento, afirma que o momento delicado exige cautela.
Segundo ela, o acompanhante assume a responsabilidade em meio ao conflito entre os sentimentos de solidariedade, amor, culpa e obrigatoriedade. "O cuidador, em geral, pensa: ‘como vou agir normalmente se a outra pessoa está doente?’. Com isso, a perda da rotina é relativamente muito rápida e a mudança é causada por um motivo desagradável. Isso tudo pode gerar estresse", explica.
A psicóloga destaca que além de delegar funções, atitudes como restringir o horário de visitas até mesmo para os parentes ou contar com o apoio de alguém para cozinhar e fazer a limpeza da casa, por exemplo, podem ajudar a manter o equilíbrio emocional. "O cuidador só não pode ficar em silêncio fazendo tudo sozinho. Ele precisa procurar outros familiares e amigos e criar uma espécie de revezamento", afirma. Também é indicado que a pessoa reserve um tempo para uma atividade que lhe traga prazer como fazer caminhadas, ir ao cinema ou ler um livro. É importante que o cuidador tenha em mente que ele e o paciente estão vivos", ressalta. (V.C.)

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