Até maio, líderes estavam dispostos a preservar território
Em uma reunião em 26 de maio, ocorrida na escola da reserva de Apucaraninha, os representantes guaranis e caingangues não quiseram sequer ouvir a explanação do deputado federal Luciano Pizzato (PFL-PR), presidente da Comissão do Direito do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, que elaborou o projeto. Estavam decididos a resistir e não abrir mão de uma parcela do território que alguns indigenistas consideram estratégico para o futuro da reserva. Foi uma mudança estranha, ainda não sabemos o que a por trás, disse uma fonte da Funai que não quis se identificar.
Aquele dia não quisemos conversar porque ainda não havíamos decidido nada, explica Renvai de Oliveira. Depois estudamos o projeto e vimos que era uma boa saída. Pizzato conclui: Eles descobriram que é um grande acordo, o melhor deste tipo já feito no Brasil.
O acordo ainda corre risco de ser considerado ilegal. O Ministério Público Federal defende a tese de que é impossível juridicamente sem a prévia regulamentação, via lei complementar, dos casos de interesse público revelante da União exigidas na Constuição Federal. A batalha judicial pode começar de fato quando o decreto legislativo for a plenário. (L.F.M.)





