São Paulo - A noite mais violenta do ano na Grande São Paulo deixou ao menos 19 pessoas mortas e sete feridas nas cidades de Osasco, Barueri e Itapevi, em um intervalo de aproximadamente 2h30. Os crimes ocorreram na noite de anteontem, dentro de um raio de 7 quilômetros (km), segundo o secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes. Conforme ele, foram 15 mortos em Osasco, três em Barueri e um em Itapevi. "Não descartamos nenhuma hipótese", disse o secretário, que indicou que uma das linhas de investigação é a participação de policiais, após recentes mortes de um policial militar (PM) e de um guarda civil metropolitano na região dos assassinatos. Cápsulas de três diferentes calibres de armas foram encontradas próximo aos corpos das vítimas: 9 mm (de uso da PM) e 38 e 380, de uso de guardas civis metropolitanos.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, garantiu segurança nas cidades onde houve os ataques, classificou a ação de "gravíssima" e prestou solidariedade às famílias das vítimas. Ao ser questionado sobre a suspeita de PMs, Alckmin preferiu não comentar, segundo ele, para não prejudicar as investigações.
As ações foram semelhantes. Homens encapuzados estacionaram um carro, desembarcaram e dispararam vários tiros contra as vítimas. Em alguns locais dos crimes, testemunhas disseram que os assassinos perguntaram por antecedentes criminais, o que definia vida ou morte das pessoas.
Em Osasco, no bairro Munhoz Junior, uma chacina deixou dez mortos em um bar, por volta das 20h30; no Jardim Elvira, um jovem foi morto em frente a uma sorveteria e a pouco mais de 5 km, um rapaz de 26 anos foi morto com mais de dez tiros, na Vila Menck.
Na vizinha Barueri, duas pessoas foram mortas a tiros em um bar, no Parque dos Camargos. Quatro homens, com toucas ninjas, teriam desembarcado de um carro, perguntado quem tinha passagem pela polícia e atirado em duas pessoas. As imagens das câmeras de segurança do bar foram entregues à Polícia Civil. Ainda em Barueri, outro homem foi assassinado na Vila Engenho Novo.
Os feridos foram levados a diferentes hospitais e os mortos conduzidos ao Instituto Médico Legal (IML) de Osasco. A polícia não confirma se os casos têm ligação.

mockup