Ataques da guerrilha matam dois milicianos pró-Israel
Ataques da guerrilha matam dois milicianos pró-Israel7/Mar, 16:53 Beirute, Líbano, 7 (AE-AP) - As guerrilhas do Hezbollah mataram dois milicianos no sul do Líbano hoje e feriram um terceiro, continuando a pressionar uma força com destino indefinido depois do anúncio de que Israel vai deixar a área até julho, disseram oficiais de segurança libaneses. Um miliciano do Exército do Sul do Líbano (ESL) foi morto e outro foi ferido quando as guerrilhas dispararam projéteis no posto militar de Hardon, três quilômetros ao norte da fronteira israelense, disseram autoridades na condição de anonimato. Logo depois um outro miliciano do ESL foi morto na explosão de uma bomba quando uma patrulha passava na estrada perto do vilarejo de Houla, a 40 quilômetros a sudoeste de Hardon e a dois quilômetros ao norte da fronteira israelense, disseram as autoridades. O Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, assumiu a responsabilidade pelos ataques. Em uma declaração divulgada em Beirute, o Hezbollah disse que suas guerrilhas emboscaram uma patrulha fora de Hardon enquanto atacaram o posto militar e duas posições próximas. O Hezbollah gabou-se do ataque em Houla, dizendo que suas guerrilhas chegaram muito perto da fronteira israelense, "apesar da segurança do inimigo e das medidas militares". As guerrilhas libanesas têm travado uma campanha de bombardeios e ataques na tentativa de expulsar os 1500 soldados israelenses e os 2500 milicianos do ESL do sul do Líbano ocupado. Israel delimitou a área em 1985 com o objetivo de proteger a fronteira de ataques da querrilha. Sete soldados israelenses e uma dúzia de milicianos já foram mortos este ano. No dia 29 de fevereiro, as guerrilhas do Hezbollah mataram 5 milicianos em uma emboscada na zona de ocupação; no dia 30 de janeiro um ataque do Hezbollah matou o sub comandante do ESL. O último ataque manteve a pressão sobre o ESL, cujos membros enfrentam um destino indefinido depois de Israel ter anunciado no domingo que iria retirar-se do sul do Líbano até julho. A decisão do gabinete israelense afirmou o que o primeiro-ministro Ehud Barak vem dizendo há meses. Uma retirada da zona de ocupação sem um acordo com a Síria e o Líbano poderia deixar o ESL e aqueles que colaboraram com Israel vulneráveis aos ataques de vingança por parte das guerrilhas e a processos pelo governo libanês. O governo e as guerrilhas consideram os membros do ESL como traidores que deveriam ser processados. O Hezbollah alertou os países onde os mebros do ESL poderiam estar considerando procurar asilo para não permitirem a entrada dos milicianos. Em Jerusalém a Corte Suprema rejeitou um pedido de asilo político para os combatentes do ESL. Israel prometeu não abandonar estes milicianos e suas famílias, mas as autoridades recusaram-se a detalhar publicamente os planos de segurança. Na semana passada, o vice-ministro da Defesa Ephraim Sneh disse que eles não teriam asilo político em Israel.





