Ataques anglo-americanos deixaram 295 mortos no Iraque desde 1998
Bagdá, 20 (AE-AP) - Os aviões dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha que controlam a zona de exclusão aérea no norte e no sul do Iraque mataram 295 pessoas e feriram 860 desde dezembro de 1998, informaram autoridades iraquianas nesta quinta-feira (20).
Em Washington e Londres, os porta-vozes militares norte-americanos e britânicos disseram não poder confirmar os números, mas que os ataques aéreos foram realizados para proteger a frota aliada.
"Claramente, a culpa disso recai sobre Saddam Hussein", disse o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Patrick Sivigny, em referência ao presidente iraquiano.
Em uma entrevista coletiva semanal, o porta-voz da defesa aérea iraquiana, tenente-general Yassin Jassim, disse que a maioria dos mortos e feridos era composta por civis, entre eles mulheres e crianças.
O Iraque não reconhece as zonas de exclusão aérea criadas em 1991 após a Guerra do Golfo para dar proteção aos muçulmanos xiitas no sul do país e aos curdos no norte, cujas revoltas simultâneas na época foram contidas pelo exército iraquiano.
O Iraque começou a desafiar as patrulhas em dezembro de 1998, fazendo com que os aviões de Estados Unidos e Grã-Bretanha respondessem aos ataques das unidades de defesa aérea do Iraque e atacassem instalações de radar.
Ainda nesta quinta-feira, o Iraque acusou os aviões militares norte-americanos e britânicos que patrulham as zonas de exclusão aérea de utilizar bombas que contêm urânio empobrecido em seus ataques quase diários.
Segundo Jassim, especialistas iraquianos tentam descobrir se os ataques anglo-americanos foram promovidos com armas químicas ou biológicas.





