Londrina – O ataque contra mais um ônibus do transporte coletivo na noite de quarta-feira deixou as polícias Civil e Militar em alerta. O segundo atentado em dois dias foi registrado por volta das 23h30 na Rua Joubert de Carvalho, no Conjunto Vivi Xavier (zona norte de Londrina).
Ao parar em um ponto de ônibus, três passageiros entraram no veículo. Um deles aparentava ser adolescente e levava uma garrafa pet com produto inflamável. O líquido foi espalhado pelos bancos e o rapaz que ateou fogo fugiu em seguida.
Segundo informações da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), o motorista contou que havia, aproximadamente, 20 passageiros no coletivo no momento do crime. Ele conseguiu conter as chamas utilizando um extintor. O ônibus fazia a linha 426 (Jardim Paris) e deve ser encaminhado para manutenção. Desta vez, ninguém ficou ferido.
No primeiro atentado foi registrado na noite de terça-feira também na zona norte. Uma mulher de 46 anos sofreu queimaduras de 1º e 2º graus na face, no pescoço e em um dos braços. A passageira Luísa Maria Fogaça Nunes seguia internada no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário.
Segundo a assessoria do hospital, ela teve 16% do corpo queimado. Este primeiro ônibus foi incendiado na Rua Belmiro Catori, no Jardim Imagawa, também na zona norte de Londrina. Quatro homens encapuzados - um deles armado - invadiram o veículo que fazia a linha 412 (Hilda Mandarino). O ônibus foi parcialmente destruído pelo fogo.
O comandante da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar, major Hilberaldi Correia Lima, informou que o patrulhamento foi intensificado na zona norte após os ataques. "Nós estamos em alerta e agimos rápido neste segundo atentado. Tanto que os estragos foram pequenos", comentou. Os extintores das viaturas também foram utilizados para combater as chamas.
Neste final de semana haverá reforço no patrulhamento em toda a cidade. "São muitas linhas de ônibus. É humanamente impossível conseguir cobrir todos os veículos o tempo todo. Trabalhamos nos locais de maior índice de ocorrências e nas proximidades dos locais dos atentados já registrados", destacou Lima.
A polícia já identificou suspeitos de envolvimento nos crimes. Os investigadores apuram se os atentados estariam relacionados à morte de Gabriel Francisco de Oliveira, de 20 anos, foragido do 4º Distrito Policial que foi baleado em confronto com a polícia no final de tarde de terça no Parque Ouro Verde.
Para o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial, Márcio Amaro, os ataques são "fatos pontuais" e, por isso, não foi necessário entrar em contato com o governo do Estado para pedir reforço nas ações. "A gente tem informações sobre os possíveis mandantes e espera chegar nos executores. A ordem teria partido de fora das penitenciárias e distritos", destacou. Várias denúncias anônimas já foram repassadas. Quem tiver informações ou pistas sobre suspeitos pode registrar a denúncia anônima por meio dos telefones 197 (Polícia Civil) e 181 (Polícia Militar).

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