Londrina – A maioria dos atendimentos do Esquadrão Antibombas termina sem a comprovação da existência de explosivos. "Não consideramos trotes, mas incidentes", afirmou o tenente Ilson Oliveira Junior, comandante da Divisão, criada em 1992.
"Nessa dinâmica do mundo moderno, as pessoas acabam esquecendo bolsas e encomendas em vários locais públicos. A Polícia tenta esgotar ao máximo a possibilidade de encontrar o proprietário desse material, quando não há êxito acabamos adotando um padrão internacional que se caracteriza no acionamento do Esquadrão", explicou.
O número de policiais, de ocorrências e o orçamento anual do órgão não são revelados por questões de segurança pública. Porém pode-se afirmar que os policiais que compõem o esquadrão são exaustivamente treinados. O grupo passou por formações na Colômbia, Peru e Argentina. "São locais na América do Sul com maior experiência de atentados terroristas", salientou.
O maior número de ocorrências envolvendo artefatos explosivos é relacionado a furtos em caixas eletrônicos. "Órgãos de segurança têm realizado muitas operações nesse sentido e somos acionados para destruir material ou recolher explosivos esquecidos na área", contou Oliveira.

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