Curitiba - O Paraná registrou este ano 52 ocorrências de arrombamentos com explosivos ou maçaricos a caixas eletrônicos ou terminais de autoatendimento, uma média de dois registros a cada três dias. Estes números já estão próximos do total registrado em todo o ano passado (69 ocorrências), segundo os números da 2 Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, da Confederação Nacional dos Vigilantes (Contraf) e Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
''Se o ritmo de roubos e tentativas de arrombamentos de caixas eletrônicos se mantiver até o fim deste ano, o Paraná pode fechar 2012 com três vezes mais casos de explosões que em 2011'', destacou João Soares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região. Além dos 52 ataques, o Estado também registrou sete assaltos a agências bancárias e três tentativas de arrombamentos em janeiro, fevereiro e março. ''Os bancos instalam e disponibilizam equipamentos, mas não se preocupam em garantir a segurança dos trabalhadores e dos clientes'', criticou Soares.
No total, no ano passado, o Paraná teve 98 ocorrências, sendo 69 ataques a caixas eletrônicos e terminais de autoatendimento e 29 assaltos. Estes dados deixaram o Paraná em quarto lugar no ranking de ataques a bancos em todo o País. São Paulo é o Estado que lidera o ranking, com 538 ataques, seguido do Rio Grande do Sul (130) e da Bahia (112).
O estudo aponta que ocorreram 1.591 registros no Brasil em 2011, numa média de 4,36 por dia. Desse total, 632 foram assaltos (inclusive com sequestro de bancários e vigilantes), consumados ou não, e 959 arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos (incluindo o uso de dinamites e maçaricos).
A pesquisa foi lançada ontem, na Assembleia Legislativa, em Curitiba, com a participação dos sindicatos dos vigilantes e dos bancários, Exército e Polícia Militar. Estes representantes pretendem elaborar, junto com os deputados, propostas para melhorar a segurança nas agências bancárias.
Os números divulgados foram apurados com base em notícias publicadas pela imprensa, consulta aos dados de secretarias de segurança pública e informações de sindicatos de todo o País. ''O número de casos pode ser ainda maior devido à dificuldade de encontrar informações. O que vimos é um retrato assustador'', afirmou o diretor da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. As entidades também pediram ao Exército que reforce a fiscalização do comércio de explosivos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não enviou representante para a reunião, mas divulgou uma nota informando que ''a segurança dos seus funcionários e clientes é uma preocupação central dos bancos associados da Febraban.''

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