Curitiba - O Paraná foi o terceiro Estado que mais registrou ataques a bancos no primeiro semestre deste ano, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Conforme a 7ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, divulgada ontem, de janeiro a junho foram 182 ocorrências no Estado. Foram 31 assaltos e 151 arrombamentos (por meio de explosões ou uso de maçaricos), um crescimento de 54% em relação ao mesmo período de 2013 (118 ataques).
São Paulo aparece com 403 ocorrências (89 assaltos e 314 arrombamentos) e Minas com 236 ataques (29 assaltos e 207 arrombamentos).
Em todo o País foram contabilizados 1.693 ocorrências, representando nove ataques por dia, um crescimento de 9% em comparação com o total do primeiro semestre do ano passado (1.552).
Especificamente em relação à quantidade de assaltos, o Paraná teve um crescimento de 93%, passando de 16 ocorrências para 31 de um período para o outro. Já o total de arrombamentos subiu de 102 para 151, um aumento de 48%.
Segundo João Soares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região (Sindivigilantes), a situação é preocupante porque "a cada novo levantamento os números apresentam crescimento". Ele ressalta que o estudo foi encaminhado ao ministro da Justiça (MJ), José Eduardo Cardozo, na tentativa de conseguir apoio na discussão do problema junto às instituições financeiras. "Vimos que algumas medidas foram tomadas pelas autoridades de segurança, mas especificamente nas grandes cidades e suas regiões metropolitanas, como Curitiba e Londrina. Mas verificamos que os ataques aumentaram nas cidades com menos de 20 mil habitantes, porque os bandidos sabem que dificilmente serão pegos", ressaltou.
Soares também cobra rigor dos órgãos de segurança no transporte e fiscalização de explosivos no Paraná. Ele ainda lembra que boa parte do dinheiro roubado em ataques a bancos pode ser utilizado na prática de diversos outros crimes. "É um problema de segurança pública, mesmo sendo praticado em instituições privadas. Os valores roubados podem ter como destino o tráfico de drogas e de armas, e isso deveria ter a atenção das polícias", completou João Soares.
O estudo foi elaborado pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Federação dos Vigilantes do Paraná (Fetravispp).
Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Febraban), somente em 2013 o investimento em segurança chegou a R$ 9 bilhões, fazendo com que, ao longo de dez anos, este valor crescesse 200%. A Febraban ainda reforçou que os bancos vem atuando em estreita parceria com governos, polícias (Civil, Militar e Federal) e com o Poder Judiciário para combater os crimes.

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