Ataque russo teria matado pelo menos 50 refugiados
Grozny, 29 (AE-AP) - Aviões de combate e a artilharia russos lançaram intensos ataques consecutivos hoje (29) contra a capital e duas outras cidades da separatista Chechênia, enquanto autoridades americanas pediam por uma solução pacífica para o conflito.
Pelo menos 50 refugiados tentando fugir dos incessantes bombardeios foram mortos e muitos outros ficaram feridos quando um avião de combate russo disparou um míssil contra um comboio de veículos que rumava para a vizinha Ingushétia, denunciaram oficiais chechenos.
Testemunhas disseram que o jato disparou pelo menos um míssil contra o comboio nas proximidades da cidade de Samashki, atingindo carros e caminhões.
O Ministério da Defesa russo não quis comentar a notícia, que não pôde ser confirmada independentemente.
A Rússia está levando à frente uma campanha que tem o objetivo declarado de eliminar militantes islâmicos.
Em Moscou, o subsecretátio de Estado americano Strobe Talbott pediu à Rússia para substituir a ação militar pelo diálogo e evitar vítimas civis. Em conversações com o ministro do Exterior russo, Igor Ivanov, Talbott disse que ele havia expressado as preocupações do presidente Bill Clinton com a situação.
"Entendemos que a Rússia está diante de uma ameaça muito perigosa de extremismo e terrorismo" que dá à Rússia o "direito e dever de proteger o Estado e seus cidadãos", afirmou Talbott, segundo agências de notícias russas.
Ao mesmo tempo, acrescentou ele, os Estados Unidos esperam que a Rússia irá "voltar-se para o estágio político assim que possível".
Mas autoridades russas repetiram que não irão recuar de sua determinação de esmagar os militantes, que por duas vezes invadiram a Rússia em agosto e setembro e são também acusados de terem promovido quatro atentados contra prédios residenciais, dois em Moscou e dois no sul do país, que deixaram quase 300 mortos.
O primeiro-ministro Vladimir Putin limitou-se a agradecer o que classificou de "apoio" do presidente americano, Bill Clinton, ao governo russo.





