Bogotá, 13 (AE-AP) - Dezenas de marinheiros colombianos podem ter morrido ou foram tomados como prisioneiros em ataque promovido por guerrilheiros esquerdistas durante o fim de semana contra uma base da Marinha nas proximidades da fronteira com o Panamá, informaram autoridades locais nesta segunda-feira (13).
"Não-oficialmente, comenta-se por aqui 40 ou 50 mortes", disse o porta-voz da Marinha Juan Zamora à Associated Press. "Mas não há nada confirmado."
A confirmação seria um severo revés contra os militares, que melhoravam sua situação no confronto com as guerrilhas altamente motivadas e fortemente armadas.
Os rebeldes promoveram ataques em seis estados desde quinta-feira, apesar de os líderes guerrilheiros afirmarem estar considerando uma oferta do governo para uma trégua de um mês, envolvendo o período de Natal e Ano Novo.
Nas primeiras horas de domingo, cerca de 600 guerrilheiros do maior grupo armado colombiano, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), atacaram o posto naval na cidade costeira de Jurado, no norte do departamento de Choco, informou Zamora.
Os rebeldes recuaram nesta segunda-feira. O almirante-chefe da Marinha Sergio Garcia dirigia-se à cidade localizada na costa do Pacífico para observar os estragos. Os cerca de 115 marinheiros estacionados na área patrulhavam as águas de um dos principais corredores de tráfico de armas e drogas da Colômbia.
Os rebeldes, armados com metralhadoras M-60 e mísseis de fabricação própria, também atacaram a delegacia de polícia de Jurado, relataram testemunhas.
Nós nos defendemos até o amanhecer", disse o marinheiro Mauricio Perdomo à rádio Caracol nesta segunda-feira. "Fizemos o melhor que pudemos." Perdomo declarou saber da morte de pelo menos oito marinheiros, mas temia que o número de vítimas fatais fosse maior. Ele pertence ao grupo de marinheiros que se rendeu e foi libertado em seguida.
No departamento vizinho de Antioquia, um ataque das Farc durante o fim de semana contra um acampamento da polícia deixou oito oficiais e dois operários mortos.
Os atos de violência prosseguem, apesar das negociações de paz entre as Farc e o governo do presidente Andrés Pastrana. Ambas as partes concordaram no prosseguimento das conversações sem o estabelecimento de um cessar-fogo.

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