Ataque rebelde deixa dezenas de soldados mortos
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segunda-feira, 13 de dezembro de 1999
Por Vivian Sequera 
Bogotá, 13 (AE-AP) - Vinte e três marinheiros colombianos morreram em um ataque promovido por guerrilheiros esquerdistas durante o fim de semana contra uma base da Marinha nas proximidades da fronteira com o Panamá, informaram autoridades locais nesta segunda-feira (13). Houve ainda 33 feridos. Setenta marinheiros escaparam ilesos.
Os rebeldes promoveram ataques em seis dos 32 estados colombianos desde quinta-feira, apesar de os líderes guerrilheiros afirmarem estar considerando uma oferta do governo para uma trégua de um mês, envolvendo o período de Natal e Ano Novo.
Este foi o mais severo revés contra os militares, que melhoravam sua situação no confronto com as guerrilhas altamente motivadas e fortemente armadas, desde um ataque rebelde que deixou 70 mortos em julho.
O contralmirante José Porras, segundo comandante do exército colombiano, disse que além dos mortos e feridos, outros dois marinheiros estão desaparecidos e podem estar em poder dos insurgentes. Mais de 70 escaparam ilesos, garantiu o oficial em entrevista coletiva no comando militar. Segundo ele, 40 rebeldes morreram nos choques.
Nas primeiras horas de domingo, cerca de 600 guerrilheiros do maior grupo armado colombiano, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), atacaram o posto naval na cidade costeira de Jurado, no norte do departamento de Choco, informou Zamora.
Os rebeldes recuaram nesta segunda-feira. Os cerca de 115 marinheiros estacionados na área patrulhavam as águas de um dos principais corredores de tráfico de armas e drogas da Colômbia.
Os rebeldes, armados com metralhadoras M-60 e mísseis de fabricação própria, também atacaram a delegacia de polícia de Jurado, relataram testemunhas.
Nós nos defendemos até o amanhecer", disse o marinheiro Mauricio Perdomo à rádio Caracol nesta segunda-feira. "Fizemos o melhor que pudemos."
No departamento vizinho de Antioquia, um ataque das Farc durante o fim de semana contra um acampamento da polícia deixou oito oficiais e dois operários mortos.
Os atos de violência prosseguem, apesar das negociações de paz entre as Farc e o governo do presidente Andrés Pastrana. Ambas as partes concordaram no prosseguimento das conversações sem o estabelecimento de um cessar-fogo.


