NETANYA, Israel, 07 (AE-AP) - Três bombas de fabricação caseira explodiram neste domingo (07) no centro da cidade mediterrânea de Netanya, ao norte de Tel-Aviv, causando ferimentos em 33 pessoas, informou a Rádio Israel. A maioria ficou levemente machucada, mas quatro vítimas estão em estado grave.
O material explosivo estava alojado em tubos de chumbo e foi acionado por mecanismos de relojoaria. A polícia desativou uma outra bomba, colocada perto de uma lata de lixo, como as demais.
Nenhuma organização reivindicou a autoria do ataque, ocorrido um dia antes de a Organização de Libertação da Palestina (OLP) e Israel iniciarem conversações sobre o status final da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém.
Netanya tem sido alvo de atentados terroristas, mas também é palco de disputas entre facções do crime organizado, que às vezes usam explosivos para ajustes de contas.
Foram presos dois palestinos suspeitos, segundo a Rádio Israel: um homem e uma mulher residentes nos terrritórios sob administração da Autoridade Palestina (AP). Dezenas de palestinos sem permissão de permanecer em Netanya estavam sendo detidos para averiguações.
No sábado, o braço militar do grupo extremista islâmico Hamas, o Qassim, enviara a uma agência internacional de notícias um comunicado ameaçando promover atentados contra israelenses porque Israel não deu atenção a sua proposta de cessar fogo e "continua a apoiar colônias judaicas em Gaza e Cisjordânia".
O líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, disse que o grupo "não realiza ataques contra inocentes e civis". Yassin ressaltou, porém, que não podia confirmar se a ação era obra do braço militar do Hamas, alegando não ter controle sobre o Qassim.
Logo após o ataque, dezenas de israelenses saíram às ruas de Netanya para protestar contra o primeiro-ministro Ehud Barak e os acordos de paz com os palestinos, entoando slogans como "Barak, volte pra casa" e "Morte aos árabes".
O chefe de governo emitiu declaração na qual reafirmou sua determinação em esmagar o terrorismo. Barak conclamou a AP a agir com eficácia para evitar que extremistas impeçam o progresso nas negociações de paz.
O negociador-chefe da AP, Yasser Abed Rabbo, condenou o ataque. Como Barak, a AP assinalou num comunicado que o atentado tem por objetivo sabotar o processo de paz. O texto dá a entender que os responsáveis podem ter sido grupos com base no Irã.
Colônias - Barak reiterou hoje que o Exército desalojará esta semana os assentamentos judais construídos ilegalmente nos territórios ocupados caso os colonos não os abandonem voluntariamente.
Ao mesmo tempo, o ministro da Agricultura, Haim Oron, pediu que Barak cancele os projetos de expansão de 60 colônias, aprovados no governo anterior. Oron disse que esses projetos elevarão a tensão com os palestinos.

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