Frequentemente aparecem notícias de crianças ou adultos mordidos por cachorros - em alguns casos com desfechos trágicos. Os cães dessa raça figuram entre os principais agressores. Eles não são, porém, os únicos animais que podem se tornar perigosos por causa de suas dentadas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, a cada ano, mais de 12 milhões de pessoas no mundo sejam alvos de mordidas de cachorros ou de picadas de escorpiões. ''Mordidas de cães são muito mais comuns do que se pensa'', informa o infectologista Cláudio Gonsalez. ''Felizmente, as complicações que poderiam ocorrer por estas mordidas, como infecções, raiva e tétano, não são tão comuns'', completa.
O infectologista alerta que toda mordida deve ser avaliada por um médico, mas é recomendável tomar algumas providências antes de se ir ao hospital. ''A primeira coisa a se fazer é lavar a ferida com água e sabão'', avisa Gonsalez. A vítima deve deixá-la aberta e procurar um especialista.
O infectologista Gilberto Turcato lembra que o animal agressor deve ficar em observação por dez dias. Este procedimento é adotado em qualquer situação de risco causada por cão ou gato. Mais grave do que as infecções é a raiva, doença que, caso se instale na vítima, é fatal em 100% dos casos. O tétano também pode levar a óbito se não for tratado rapidamente.
Turcato chama a atenção para as vacinas, que não devem ser dadas somente no animal. ''A primeira dose é na idade pré-escolar e, dali em diante, a pessoa deve fazer um reforço de dez em dez anos para afastar o risco completamente'', aconselha o médico.

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