Londrina - Um homem de 37 anos sofreu mais de 200 picadas após ser atacado por um enxame de abelhas do tipo Europa. José Roberto Costa passava de bicicleta na tarde de ontem pela Rua Luiz Lolognesi, no Jardim Morumbi (zona leste de Londrina), quando, embaixo de uma árvore, foi surpreendido pelos insetos. O homem só não sofreu mais ferimentos porque foi socorrido por populares, que usaram água para afastar o enxame. Mesmo assim, o ciclista foi atendido pelo Siate e pelo médico do Samu e em seguida foi encaminhado consciente para o Hospital da Zona Norte. Grande parte das ferroadas atingiu o rosto dele.
Além de Costa, outras cinco pessoas, sendo uma criança, também acabaram picadas, mas não precisaram receber atendimento hospitalar. Entre elas está o comerciante Walmir Passaglia da Silva, de 46 anos. Na companhia da esposa e da filha, o morador do Jardim Bandeirantes (zona oeste), tinha ido até a zona leste para visitar familiares. "Nós chegamos próximo ao portão da casa do meu primo e as abelhas vieram em cima. Elas me picaram nas costas, rosto, braços e pernas", contou ele, que passou por cuidados do Samu. A esposa dele, Sandra Rodrigues, de 46 anos, foi ferida no queixo, corpo e na cabeça. "O susto foi muito grande. Elas me acertaram no queixo e outras partes do corpo. Mas a maioria das picadas foram na minha cabeça", detalhou. A filha de 11 anos do casal também não escapou da fúria das abelhas, mas conseguiu se proteger rapidamente dentro do carro da família.
Os outros dois feridos foram Ivan Aurélio, de 43 anos, e Silvério Rodrigues, de 64. Eles moram em frente ao local onde o ataque aconteceu e o quintal da casa foi invadido pelas abelhas. Os dois também não se feriram com gravidade.
Uma caminhão do Corpo de Bombeiros foi acionado, juntamente com guardas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que tiveram que isolar todo o quarteirão, para evitar que mais pessoas fossem atacadas.
Para o tenente do Corpo de Bombeiros, Renê Bortolacci, as abelhas podem ter sido provocadas. "Dificilmente elas atacam por conta própria. Provavelmente estavam em alguma árvore na região e um caminhão pode ter passado e atingido um dos galhos, causando agitação nos insetos", cogitou. Após o isolamento do espaço, um apicultor foi chamado para fazer a retirada dos insetos, que se aglomeraram em árvores e em um estabelecimento nas proximidades.

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