Ataque anglo-americano causa mais mortes de civis no Iraque
Bagdá, 18 (AE-AP) - Ataques anglo-americanos fora das zonas de exclusão aérea no Iraque causaram a morte de 22 pessoas, incluindo uma família inteira, ao mesmo tempo em que Bagdá renova seus pedidos à Organização das Nações Unidas e à Liga árabe para que Washington e Londres cessem imediatamente os bombardeios.
Esta manhã, foi registrada a morte de um ferido, elevando para 22 o número de vítimas durante o último ataque aéreo aliado
ocorrido ontem (17).
Quatorze dos mortos - quatro homens, cinco mulheres e cinco crianças - eram membros de uma mesma família, os Kattouf, cuja casa, em Jassan, a 170 quilômetros ao sudeste de Bagdá, foi atingida "por engano" por mísseis anglo-americanos.
O suposto objetivo do bombardeio seria um radar militar distante cerca de 300 metros da residência dos Kattouf, localizada fora das chamadas "zonas de exclusão área" impostas pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha nas regiões norte e sul do Iraque depois do final da Guerra do Golfo, com a intenção declarada de proteger as minorias curda e xiita.
As "zonas de exclusão" são questionadas não somente pelo Iraque, mas também pela Rússia, que lembra que a demarcação imposta por Londres e Washington não conta com o respaldo das Nações Unidas.
Autoridades do Pentágono avaliam que depois de nove meses de vigilância sobre os céus do Iraque e os 120 bombardeios lançados
o potencial de defesa do regime do presidente Saddam Hussein está quase dizimado.
Por outro lado, fontes da imprensa da região afirmam ironicamente que o maior êxito dos Estados Unidos e Grã-Bretanha foi o ter levado a questão iraquiana à uma guerra de desgaste, muito distante do alcance da opinião pública.





