Ataque a quartéis põe Exército em alerta
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sexta-feira, 12 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O comandante do Exército, general Gleuber Vieira, admitiu ontem que o crime organizado pode estar entrando nos quartéis. Essa possibilidade, embora remota, não é desprezada, disse, por intermédio do Centro de Comunicação Social da Força. Para evitar problemas, de acordo com o comandante, estão sendo tomadas medidas ainda mais rigorosas durante o processo de seleção dos novos recrutas.
Nas Forças Armadas, há uma grande preocupação com o crescimento do número de ataques a quartéis. Antes, a atenção principal era com a preservação da segurança das instalações. Hoje, todos os cuidados são tomados com o homem e com o soldado que está protegendo o quartel, porque o objetivo dos bandidos é a arma que o militar carrega. Por isso, mudou a estratégia de segurança nas unidades: os soldados não fazem mais guarda sozinhos, para evitar que fiquem vulneráveis a assaltos.
Preocupa a ousadia dos bandidos em perpetrar duas tentativas de ataque a instalações militares, ocorridas na mesma área, em poucos dias, comentou o comandante, ao manifestar a sua perplexidade com a ousadia dos traficantes, nos últimos dias, no Rio. De qualquer forma, para o Exército, não há um quadro a ser revertido para evitar ataques de marginais, pois os militares consideram isolados os fatos ocorridos. As medidas de segurança vigentes nos quartéis em todo o País são adequadas e suficientes para manter a integridade do pessoal aquartelado e preservar o material sob cuidados da Força Terrestre, prosseguiu.
O general assegurou que o problema de ataques aos quartéis está restrito ao Rio. Segundo ele, não há casos recentes registrados em São Paulo ou outros Estados. Na avaliação do comandante, todas as armas usadas pela Força, pelas características de letalidade, rusticidade e eficácia são cobiçadas por marginais. Evidentemente que as armas de porte e portáteis, tais como granadas, pistolas, revólveres e fuzis, pela facilidade de transporte, são as preferidas pelos bandidos.
Ao falar sobre as medidas preventivas na seleção do pessoal para ingressar como recrutas nas fileiras do Exército, o comandante disse que durante o processo de seleção são tomadas medidas para impedir a incorporação de criminosos. Ressalvou, no entanto, que o Exército não discrimina os jovens que querem entrar para a Força.


