Ataque a ônibus gera apreensão na zona norte
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina O ataque contra um ônibus do transporte coletivo, incendiado na noite de terça-feira na Rua Belmiro Catori, no Jardim Imagawa (zona norte de Londrina), gerou apreensão e medo entre os moradores do bairro. Na tarde de ontem, enquanto operários da Copel restabeleciam a rede elétrica, que foi danificada pelas chamas, os moradores olhavam assustados de dentro das casas. Poucos saiam às ruas. A polícia não descarta que o incêndio possa ser uma represália pela morte de Gabriel Francisco de Oliveira, de 20 anos, foragido do 4º Distrito Policial que foi morto durante perseguição policial a 400 metros dali, na Rua Ilma Luzia Guergoletto, no Parque Ouro Verde.
Uma passageira do coletivo ficou ferida e foi encaminhada pelo Siate ao Hospital Universitário (HU). Luísa Maria Fogaça Nunes, de 46 anos, sofreu queimaduras de 1º e 2º grau, inclusive no rosto. Ela também cortou as mãos ao tentar quebrar a janela do ônibus para escapar. Até o início da noite de ontem, Luísa permanecia internada no HU. A assessoria de imprensa da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) divulgou nota informando que presta assistência à passageira.
Testemunhas contaram que outra passageira teve o celular roubado durante a confusão. A dona de casa M.J.O.P., de 48 anos, relatou que viveu momentos de pânico ao ver passageiros correndo para escapar do fogo. "Foi horrível, não sabíamos como ajudar, as pessoas corriam para todos os lados", lembrou. De acordo com a Polícia Militar, quatro homens encapuzados, um deles armado, incendiaram o coletivo que fazia a linha 412 (Hilda Mandarino) e fugiram em um carro prata.
Ontem à tarde, viaturas e motos da Polícia Militar passavam em intervalos de 30 minutos pelo bairro em patrulhamentos. A comerciante J.M., de 30 anos, expôs que nos últimos dois anos o bairro se tornou bastante violento. "Já fui assaltada três vezes neste período, com armas apontadas pra mim. O prejuízo não é nada, o pior é o trauma que fica", reclamou. "A polícia tem que estar sempre aqui, não apenas depois que acontece tragédias como esta."
Quem também reclamou da sensação de insegurança foram os moradores da casa onde o foragido foi morto. Na hora da perseguição, apenas uma mulher de 27 anos e o filho de 1 ano estavam na casa. Assustados, eles mostraram o telhado quebrado por onde o rapaz caiu e a marca dos quatro disparos no box do banheiro. Segundo a Polícia Militar, o foragido estaria armado com uma pistola. A reportagem não conseguiu contato com a PM ontem.


