Rio, 10 (AE) - A Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD) calcula que as promoções respondem hoje 25% a 30% das negociações entre comércio e indústria no Brasil. Com os descontos, o setor vem conseguindo driblar a recessão e já prevê um crescimento de 1,5% em relação ao faturamento de R$ 21,3 bilhões verificado no ano passado. O resultado é mais modesto do que os 3% de expansão estimados antes da desvalorização cambial em fevereiro.
"O cenário era menos recessivo antes do governo mexer no câmbio", avaliou Tonin. "Para conseguir manter mercado, muitas indústrias não estão repassando totalmente os aumentos desencadeados pela desvalorização", explicou o presidente durante a abertura da 19ª Convenção Anual da ABAD, que reuniu cerca de 100 empresas no Riocentro.
Tonin ressaltou que a indústria precisa vender seus estoques e as promoções se tornaram a melhor forma de manter participação no mercado nesse período de desaquecimento econômico. "As vendas diminuíram no comércio e, nesse momento, não há espaço para grandes aumentos de preços", ponderou. Apesar do cenário mais recessivo, o presidente avaliou que o crescimento de 0,89% registrado pelo setor no primeiro semestre indica que é possível atingir a meta traçada pela associação.
A convenção discutirá nos próximos dois dias fórmulas para baixar o custo de operação do setor, como a melhoria da eficiência das vendas e comercialização dos produtos e queda no preço de transporte. "O objetivo da feira é buscar formas para adequar o setor à modernidade", afirmou. O projeto da ABAD é reduzir entre 2% e 3% o custo de produção do setor nos próximos anos, aumentando a competitividade das empresas brasileiras. Tonin acredita que a convenção vai resultar em R$ 6 bilhões de novos negócios nos próximos dois a três meses.

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