São Paulo, 19 (AE) - Um grupo de cientistas, de diversas instituições dos EUA, descobriram uma gigantesca tempestade ciclônica na região do pólo Norte de Marte. Com quase quatro vezes a área do Estado do Texas, o fenômeno é composto de nuvens de água e gelo, como as tempestades da Terra, em vez da areia que normalmente compõe os ciclones marcianos.
O sistema se assemelha às chamadas tempestades "em espiral" observadas, há mais de 20 anos, pela sonda Viking, mas é quase três vezes maior que a maior tempestade espiral já observada anteriormente.
A tempestade tem quase 1,7 mil quilômetros no eixo leste-oeste, e mil quilômetros no eixo norte-sul. O olho do ciclone tem cerca de 300 quilômetros de diâmetro.
O sitema é maior que a calota de gelo residual no pólo Norte do planeta. Seu tamanho é comparável ao de furacões terrestres de formato semelhante.
A tempestade consiste de pelo menos três, e talvez mais, faixas de nuvens, organizadas em uma estrutura espiral e "enroladas", em sentido anti-horário, em torno do núcleo central, ou "olho". O sistema surgiu no meio do verão do hemisfério Norte marciano, depois que a camada de gelo seco no pólo Norte do planeta ter se vaporizado completamente, deixando apenas a camada residual de gelo de água.
As tempestades anteriores, detectadas pela Viking, também aconteceram no verão, e perto do pólo Norte.
A equipe que obteve e analizou as imagens do telescópio Hubble que revelaram a tempestade é liderada por Jim Bell, da Universidade Cornell.

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