Astrólogo de cidade esotérica prevê tensão
Agência Estado
De Brasília
Morador de Alto Paraíso, cidade esotérica a 222 quilômetros de Brasília, coloca bandeira no alto de hotel: dia de meditação
O astrólogo Kranti Pessoa, que vive em Alto Paraíso, cidade esotérica a 222 quilômetros de Brasília avisa: o dia hoje será tenso por causa da grande quadratura dos planetas que exercerá influência tanto no ecossistema como no psiquismo dos cidadãos. A Terra ficará no centro da cruz que se formará com as conjunções dos planetas. Não aceite provocação, evite brigas, sugere o astrólogo.
Metade da população de Alto Paraíso é espiritualista. Por isso, boa parte das pessoas começará o dia meditando, cada uma ao seu estilo, enquanto europeus avistam o último eclipse do século. A data de 11 de agosto tem sido esperada com ansiedade por causa do alinhamento dos planetas e das profecias de Nostradamus prevendo a chegada das trevas. Mas na cidade mais esóterica do País o clima é de tranquilidade, salvo pequenas exceções de pessoas que temem o fim do mundo, como a estudante Daniela Faria. Estou preocupada, diz ela.
A paulista aposentada Cacilda Furioli é uma das cerca de cem pessoas que subirão a montanha da Baleia até o grande círculo das pedras, onde a Fundação Arcádia promoverá uma cerimônia a partir das 8h01 (11h11 pelo fuso horário de Greenwich, início do eclipse). Faremos uma mentalização com muito amor, antecipa, explicando que o grupo quer passar energia para que as pessoas no Planeta se voltem mais para o lado espiritual.
O argentino Heriberto Nestor Zawislak, que há três anos vive em Alto Paraíso está receoso. Quando ocorre um eclipse, explica, há um esticamento de energia. O alinhamento dos planetas, segundo ele, quebrará essa energia como a corda de um violino esticado. O dia crítico será 18 de agosto quando, diz ele, o alinhamento se completa. Ele compara o alinhamento mixuruca ocorrido em 1883, envolvendo apenas dois planetas, com o de agora. O Vulcão de Java entrou em erupção e engoliu três quartos da ilha, matando 35 mil pessoas. A tese dele é de que haverá cataclismas nos locais onde se dará a sombra do eclipse.





