Recife, 29 (AE) - Três apartamentos do Residencial Catuama, prédio construído pela mesma empresa do Enseada de Serrambí, que desabou na segunda-feira, foram desocupados hoje em Olinda (PE). Assustados com a recente tragédia, seus inquilinos se mudaram. O prédio apresenta rachaduras, assim como a caixa dágua.
Pelo menos outros dois moradores - o microempresário José Araújo e o professor Axel Alves - pretendem deixar o local amanhã (30). De acordo com os moradores, dois engenheiros que viram o prédio recomendaram a saída. Foi solicitada vistoria da Prefeitura de Olinda, que disse não ter capacidade de avaliação e sugeriu procurar o Crea. O prédio fica bem próximo ao Edifício Ericka, que desabou em 12 de novembro, e tem 24 apartamentos distribuídos em dois blocos, ambos com quatro pavimentos (incluindo o térreo).
Para a construtora Conipa Construções e Corporações Ltda., a reação dos moradores é natural. Segundo a empresa, logo depois do desabamento do Ericka, a construtora contratou um perito, que emitiu laudo técnico indicando que a construção não apresentava risco. Amanhã (30), um engenheiro da empresa vai novamente vistoriar o local.
O CREA tem recebido cerca de 30 solicitações diárias de vistorias, especialmente de pessoas que residem em Jardim Fragoso. Hoje, a Defesa Civil do Estado realizou vistorias em seis prédios deste bairro e de Bairro Novo, também em Olinda, atendendo pedidos. O capitão Carlos Alberto Albuquerque, da Defesa Civil, afirmou que nenhum dos prédios visitados oferecia grau de risco. A Prefeitura de Olinda informou ainda que o Edifício Roma, em Jardim Brasil, Olinda, foi desocupado hoje por determinação judicial a pedido da seguradora da Caixa Econômica, Sasse.
O prédio tinha rachaduras e foram feitas reformas fora do projeto.

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