Londrina – A Assuel Sindicato, que representa os agentes universitários da Universidade Estadual de Londrina (UEL), protocolou denúncia ontem no Ministério Público (MP) contra as condições de trabalho dos servidores e o sucateamento do Hospital Universitário (HU). Em nota, a Assuel pede o apoio do MP para cobrar do governo estadual a imediata contratação de 160 funcionários e a abertura da nova UTI. O promotor de Direitos Constitucionais e Saúde Pública, Paulo Tavares, afirmou que o déficit de funcionários ocorre no Pronto Socorro e na UTI Neonatal. "Somente na Diretoria de Enfermagem existe uma defasagem de 160 servidores. No último concurso, houve aprovação de 66 candidatos para o setor, no entanto, eles não foram convocados", lembrou.
Os servidores reclamam da superlotação no hospital e da falta de funcionários, o que sobrecarrega o atendimento no local. "Realizamos diligências no hospital na última quinta-feira. Mesmo com a greve, o Pronto Socorro e a Enfermagem continuam superlotados. Estamos acompanhando a situação para cobrar administrativamente e judicialmente medidas urgentes do governo, como a convocação dos aprovados nos concursos", explicou.
Tavares ainda comentou que mesmo após solução dos "entraves burocráticos" para a reforma da UTI 2 do hospital, a UTI 3 continuaria sem atendimento por falta de médicos, que foi concluída sem a contratação de servidores. Atualmente, o quadro de funcionários da UTI 2 está na nova unidade. "Recebemos boletins diários do HU. A situação se agrava a cada vez mais por causa do abandono do Executivo. Se não fosse o dinamismo dos servidores, a situação seria ainda pior", afirmou o promotor.

PROBLEMA ANTIGO
A superintendente do HU, Elizabeth Ursi, afirmou que a superlotação é um problema antigo e que o número de pacientes está acima da média historicamente. Além disso, ela classificou a falta de funcionários como um problema "crônico". "Também reivindicamos o apoio do MP para a nomeação dos concursados para minimizar essa situação. Por isso, avaliamos que a manifestação da Assuel é importante para o acúmulo de forças", comentou.
De acordo com ela, 97 vagas aguardam nomeações após processos seletivos e outras 190 vagas ainda necessitam ser preenchidas por meio de concurso público ou indicações. "Ainda temos o contingenciamento do Estado que dificulta a manutenção do hospital e o pagamento aos prestadores de serviços. Reuniões estão sendo realizadas em Curitiba para a superação deste problema", acrescentou.

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