Associações repudiam prisões de PMs
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segunda-feira, 16 de maio de 2016
Celso Felizardo e Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Seis policiais militares presos na última sexta-feira por suspeita de envolvimento na chacina registrada nos dias 29 e 30 de janeiro em Londrina seguem detidos no 5º Batalhão. Duas associações que defendem os direitos dos profissionais publicaram notas de repúdio às prisões. Outros dois policiais que também foram detidos, indiciados por porte de munição ilegal, foram liberados no mesmo dia após pagarem fiança.
O presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas (Amai), coronel Elizeo Ferraz Furquim, informou que um diretor da associação e um advogado estarão em Londrina hoje para analisar o caso. "Vamos atuar no sentido de que o melhor seja dado aos policiais para a sua defesa. No arrastar dos fatos chegaremos a uma conclusão que seja interessante e que a Justiça seja feita. Se houve precipitação descobriremos. Se houve justiça faremos com que ela exista na medida das culpas e não além delas", ressaltou.
Representantes do departamento jurídico da Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná (Assofepar) se reuniram no final da tarde de ontem para discutir as prisões. "Não podemos compactuar com o desrespeito aos militares estaduais, que se dedicam continuamente ao socorro da população paranaense", diz a nota de repúdio assinada pelo presidente da associação, coronel Izaías de Farias. Ele não foi encontrado após o encerramento da reunião.
A assessoria da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) destacou que "encaminhou ofício ao Comando Geral da Polícia Militar para que informe se houve abuso ou irregularidade de qualquer natureza durante o cumprimento dos mandados". A assessoria lembrou ainda que os mandados foram cumpridos apenas por policiais militares. A reportagem tentou contato com os advogados dos policiais, mas eles não foram localizados.


