Os professores reagiram com desconfiança ao projeto do Ministério de Educação (MEC). ‘‘Nós nunca fomos contra avaliações. O que não pode haver é uma caça às bruxas’’, disse o vice-presidente da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná, Eduardo Salamuni. Ele disse que há receio com relação aos critérios da avaliação. ‘‘O MEC tem feito pseudo-avaliações, como o Provão, que não refletem a realidade’’, afirmou.
Para a APP-Sindicato, que representa a categoria dos professores do rede pública do Paraná, o desempenho deve ser avaliado para a melhoria da qualidade de ensino. ‘‘Mas somos totalmente contra a avaliação punitiva, que pode levar à demissão’’, disse a secretária de Administração da APP, Cláudia Gruber.
Cláudia informa que 97% dos professores do Paraná estão qualificados, de acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional do Trabalhador em Educação, feita em 1997. ‘‘Ameaçando demitir, o governo vai penalizar o professor, que é apenas uma parte de todo o processo de ensino. Para que ele exerça plenamente o seu trabalho, é necessário que o governo disponibilize uma estrutura favorável, o que não existe’’, analisou.

mockup