A Associação de Mototaxistas do Norte do Paraná, que contabiliza 900 filiados, manifestou repúdio à decisão do Ministério das Cidades que se posicionou contra os mototáxis, recomendando ao Congresso e órgãos de trânsito que não permitam a regularização da atividade.
A extinção dos serviços elevaria de imediato o déficit de empregos na cidade em até 5%, segundo cálculo do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Gabriel Ribeiro de Campos (ver texto abaixo).
Elaborada pelo Conselho das Cidades (do qual o ministro Olívio Dutra é o presidente), a resolução se fundamenta nos custos médicos com acidentes envolvendo motos. Segundo o texto, os gastos são mais dispendiosos que a média histórica no País. Conforme o secretário nacional dos transportes, José Carlos Xavier, um terço dos acidentes com vítimas fatais envolve motocicletas e, portanto, o veículo seria impróprio para o transporte de passageiros.
Integrante da direção da Associação de Mototaxistas do Norte do Paraná, Luiz Antônio Campinha contesta a Secretaria, alegando que a regulamentação da profissão, ocorrida em Londrina em 2001, reduziu o número de acidentes com motos. ''Os motoqueiros viraram motociclistas e hoje andam com capacete e com responsabilidade, já que o que era um hobby ou uma diversão virou uma profissão'', afirma.
Apesar de apresentar números contrários, o Tenente Ricardo Eguedis, comandante da Companhia de Trânsito de Londrina, acredita que os mototaxistas respondam pela menor parte dos acidentes envolvendo motos em Londrina. ''Em 2000, antes da regulamentação, registramos 1177 acidentes com moto. Até o dia 24 deste mês, já são 1277. Mas o aumento não se deve aos mototaxistas e sim ao acréscimo substancial da frota'', explica. ''Na minha opinião, os mototaxistas estão menos suscetíveis a acidentes'', disse.

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