Londrina - A Associação de Defesa Ambiental da Região Norte do Paraná (ADA) ingressou, no dia 12, uma ação civil pública inibitória com pedido de medida liminar, na Vara da Fazenda Pública de Londrina, pedindo a anulação do procedimento ambiental emitido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em favor da empresa Cetric, Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, Industriais e Comerciais, que pretende se instalar em Tamarana, na região metropolitana de Londrina. O mesmo documento foi entregue à Promotoria do Meio Ambiente.
Segundo o advogado da associação, José Ricardo de Maruch Castilho, a ação se deve pelo fato de haver patentes irregulares existentes no processo licenciatório e desrespeito à legislação e à segurança ambiental. De acordo com ele, a empresa já deu início ao processo de licenciamento, requerendo para a área deste empreendimento as licenças para o transporte e transbordo de várias substâncias, incluindo lixo tóxico. "Querem instalar a central numa área em que há multiplicação e produção de sementes para alimentação."
O advogado atenta que "em apenas seis meses conseguiram o procedimento de análise do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), enquanto procedimentos semelhantes aguardam no IAP por seis anos para chegar ao mesmo ponto." Na audiência pública realizada em junho, no entanto, Maruch afirma que o EIA não foi apresentado à população. "No seu lugar foi apresentado apenas o Relatório de Impacto Ambiental (Rima). Além disso, não responderam a uma série de informações." Tal atitude teria revoltado os moradores do município que se organizaram na associação e já coletaram mais de duas mil assinaturas contra o empreendimento.
Justamente por essa atividade – coleta, transbordo, armazenamento temporário e transporte destas substâncias tóxicas no raio de 300 km – a ação civil pública faz o questionamento: "Por que não há autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) considerando que haverá transporte interestadual?".
A reportagem ligou para a empresa Cetric, em Chapecó, mas ninguém atendeu as ligações. A FOLHA também ligou para o telefone do empresário Gustavo Baldissera, diretor presidente da empresa, mas ele também não atendeu os telefonemas.

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