A Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares e Pensionistas contratou um advogado para defender o soldado Joel Santa Ana, acusado de atirar e matar o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Candói, Antonio Tavares Pereira, de 38 anos. O crime ocorreu durante conflito no dia 2 de maio, na BR-277, em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba.
‘‘Querem transformar qualquer caso em situações desfavoráveis ao governo’’, afirmou o presidente da associação, Eliseu Furkim, ao citar representantes do MST, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), Pastoral da Terra e organizações não-governamentais (Ongs) como promotoras de um movimento de ‘‘linchamento’’ contra o policial militar. ‘‘Não iremos deixar que ele seja mais uma vítima do conflito com o MST’’, declarou.
Furkim não disse qual deverá ser a tática da defesa de Santa Ana, mas revelou o caminho. ‘‘Psicologicamente ele não tem qualquer vinculação com o crime. Ele não viu qualquer vítima naquele momento e se surpreendeu com o resultado da perícia’’, argumentou.
Mesmo com a defesa usada pelo soldado, o presidente da Associação de Defesa dos Militares concordou que é difícil não levar em consideração o resultado da perícia técnica do Instituto de Criminalística do Paraná. ‘‘Não sei se ele atirou. O importante é que ele não pode ser vítima de um movimento social. Se ele atirou e acertou o sem-terra, isto foi de maneira inconsciente’’, argumentou Furkim.

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