O lobby a favor do porte de armas está se organizando no Brasil. Pela primeira vez no país foi criada (no dia 21 de abril) uma associação especificamente para defender o direito de comprar e portar armas. O discurso dos seus dirigentes lembra os argumentos de grupos de lobby a favor das armas dos Estados Unidos.
‘‘Estamos defendendo nosso direito à vida. Nossa missão é contra-atacar a campanha contra as armas’’, explica Leonardo Arruda, diretor de relações públicas da Associação Nacional de Proprietários e Comerciantes de Armas (ANPCA), com sede no Rio.
‘‘Nosso objetivo básico é garantir o direito de comprar armas para autodefesa. Desde a ditadura Vargas, o direito do cidadão comum de comprar armas está sendo cerceado’’, acrescenta Luiz Afonso dos Santos, também fundador da associação.
‘‘Acho que vale a pena se pensar na pergunta feita em 1975 pelo ex-presidente Ronald Reagan: com o aumento da violência, não seria o caso de armar os donos de casas e lojas, ensiná-los como usar esses armamentos e espalhar a notícia que não é mais seguro assaltá-los porque eles agora sabem se defender’’, comenta, por sua vez, Misael Antônio de Souza, diretor regional em São Paulo da entidade.

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