Associação está inativa desde 2009
Ana Maria Juliano, presidente da Confederação Nacional de RPPNs, acredita que o ritmo de criação de reservas particulares no Paraná deve aumentar a partir do momento em que houver novamente uma associação de proprietários locais. A entidade paranaense que representava a categoria está inativa desde 2009.
"As associações incentivam proprietários rurais a constituírem reservas e fazem a intermediação de políticas para fortalecer a categoria", explica. Ela aponta que estão ocorrendo debates para reativar a associação paranaense, o que pode acontecer ainda este ano.
A presidente da confederação nacional não acredita que o ritmo de criação de RPPNs tenha se reduzido porque restariam poucas áreas para constituir reservas. "A RPPN não tem tamanho. Pode ir de um hectare a qualquer dimensão. O que interessa é o ecossistema a ser preservado", justifica.
Ana Maria acredita que faltam incentivos para a criação de reservas particulares, mas pouco a pouco eles estão sendo constituídos. "O chavão, o que (os proprietários) sempre perguntam é: 'O que eu vou ganhar com isso?'. Pesa muito esse valor pecuniário na cabeça das pessoas. O sistema de incentivos está sendo construído", afirma.
Em 2010, foi criada a Associação dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana (Apave). Segundo Terezinha Vareschi, presidente da entidade, integram o grupo proprietários de RPPNs municipais da capital, além de interessados em criar reservas.
A Apave tem trabalhado em duas frentes principais: incentivar a criação de reservas particulares (RPPNs municipais em Curitiba e reconhecidas pelo Estado ou pelo governo federal na Região Metropolitana) e intermediar alterações nas leis junto ao poder público ou a efetivação de benefícios já previstos na legislação, como a transferência de potencial construtivo nas RPPNs municipais curitibanas e recursos do ICMS Ecológico e dos pagamentos por serviços ambientais no âmbito do governo do Estado. A associação também está dialogando para que prefeituras da Região Metropolitana criem leis de RPNNs locais, como Curitiba fez em 2006.
"São questões que interessam a toda a região. Em Curitiba, 17% do território é remanescente de matas nativas, e 75% delas estão em áreas particulares. Na Região Metropolitana, há muito mais potencial", afirma Terezinha. A presidente da Apave não descarta a hipótese da associação ter abrangência estadual, mas ela ressalta que a entidade está "caminhando em um ritmo cuidadoso". (F.G.)





