Rio, 30 (AE) - A Associação de Familiares formada por 54 parentes das supostas vítimas do auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, de 42 anos, suspeito de ter matado 130 pacientes do Hospital Municipal Salgado Filho, na zona norte, ingressaram com uma ação indenizatória por danos morais e materiais, no valor de R$ 20 milhões, contra a prefeitura do Rio. "Entedemos que cabe à prefeitura esclarecer a causa das mortes que teriam sido cometidas pelo enfermeiro", disse o advogado Carlos França Mothé, representante da associação. Segundo ele, essas famílias perderam parentes no plantão do auxiliar de enfermagem na Unidade de Pacientes Traumáticos (UPT)
entre janeiro de 1998 à maio deste ano.
Na ação, o advogado argumenta que as causas das mortes não foram esclarecidas e afirma que muitos pacientes que entraram no hospital e haviam se recuperado acabaram morrendo sem explicações. "Existem atestados de óbito com causa desconhecida", afirmou Mothé. A ação foi impetrada ontem (29) e deverá ser analisada pela 1ª Vara de Fazenda Pública até a próxima semana. De acordo com Procuradoria Geral do Município do Rio (PGM), uma Comissão Especial de Sindicância está apurando as mortes ocorridas durante os plantões de Guimarães.
Os prontuários médicos e boletins de internação de 116 pacientes, que foram internados nos plantões do auxliar de enfermagem, estão sendo analisados por dois procuradores do município, dois representantes da Secretaria Municipal de Saúde e um da Secretaria Estadual de Saúde. A comissão vai elaborar um relatório que deverá ser encaminhado ao prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde, para iniciar os processos de indenização. Guimarães foi preso no dia 7 de maio após ser denunciado pela auxiliar de serviços gerais do Salgado Filho, Cátia Rodrigues, pelo suposto envolvimento em mortes na unidade.

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