Recife, 14 (AE) - A Associação dos Servidores da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) quer a permanência do superintendente Aloísio Sotero à frente da autarquia e repele a "campanha vergonhosa" que pretende desgastá-lo, assim como à instituição e às propostas de modernização do órgão.
A defesa do superintendente foi feita por meio de uma nota de apoio divulgada hoje. Nela, o presidente da associação, José Eleno da Silva, diz que Sotero é a garantia da continuidade de ações que buscam o desenvolvimento do Nordeste.
Entre essas ações, a nota destaca o esforço por uma nova estrutura organizacional da autarquia, que visa a aglutinar investimentos para a complementação da infra-estrutura da Região Nordeste com recursos públicos e privados, e a capacitação e atualização do quadro de pessoal - iniciada - com o objetivo de adequar os funcionários às novas demandas do mercado e do serviço público.
O presidente da associação não acredita que o processo de "fritura" do superintendente esteja ligado às denúncias de favorecimento da direção da Sudene a usineiros e plantadores de cana do Nordeste. O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito civil para apurar o suposto favorecimento, em 23 de julho, mas ainda não concluiu os trabalhos.
A Sudene é responsável pelo repasse dos recursos do Programa de Equalização dos Custos da Produção de Cana-de-açúcar
que consiste na concessão de subsídios para os produtores da região. Os recursos são administrados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).
De acordo com o Ministério Público, existe falta de controle e fiscalização, permitindo distorções na distribuição do subsídio, que poderia estar sendo repassado a quem não teria direito a ele.
Com base nisso, pediu a suspensão do programa, que distribuiria, neste ano, um total de R$ 262 milhões. O subsídio está suspenso, o que provocou protesto dos fornecedores de cana.
Sotero trabalhou 11 anos na empresa DataNet Agricommodities, que presta serviço a usinas. A Sudene disse que o superintendente se desligou da empresa para assumir o cargo e nega qualquer irregularidade no programa.

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