Associação deve propor cancelamento de contratos Patrícia Zanin De Londrina O presidente da Associação dos Usuários de Rodovias do Estado do Paraná, Paulo Muniz, disse ontem, em Londrina, que a entidade poderá propor o cancelamento dos contratos com as concessionárias do Paraná junto ao Ministério dos Transportes. ‘‘Precisamos ouvir toda a sociedade, mas os contatos já caminham para isso’’, admitiu. Muniz afirmou que o fato de o ministro dos Transportes ter admitido rever os contratos de concessão do Paraná para exploração das rodovias, significa um reconhecimento dos problemas enfrentados pelos usuários das estradas no Estado. Eliseu Padilha reconheceu anteontem, no Congresso, que os contratos entre as concessionárias que exploram o pedágio no Paraná e o governo do Estado podem ser revistos. ‘‘A posição e a fala do ministro Padilha confirma as propostas e os encaminhamentos que o Fórum dos Usuários de Rodovias do Paraná e a Associação dos Usuários vêm propondo’’. Ele também avaliou como positivo o fato de o ministro ter reconhecido que o Paraná tem sido alvo de reclamações em relação ao modelo adotado na exploração das rodovias. ‘‘Vejo como alvissareira a posição do ministro de reconhecer que nossa luta tem fundamento, que não é em vão e que os usuários têm direito e devem reclamar’’, comemorou. Muniz está fazendo várias reuniões em todos as regiões pólo do Estado para tirar propostas para beneficiar os usuários. Conforme divulgam as concessionárias, no próximo dia 27 entra em vigor o reajuste médio de 116% na tarifa do pedágio do Paraná. Entidades questionam a data (ver texto acima). Além de buscar alternativas para evitar o aumento, a Associação pretende formalizar um pedido junto ao Procon para que os motoristas que trafegam nas rodovias pedagiadas paguem somente pelo trecho usado e não por todo o percurso.

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