Rio, 28 (AE) - A Associação de Engenheiros da Petrobrás (Aepet) está pedindo uma investigação mais minuciosa do vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo da Refinaria Duque de Caxias, ocorrido no último dia 18. O trabalho seria feito por órgãos técnicos desligados da Petrobrás, como Conselho Regional de Engenheiros e Arquitetos, Clube de Engenharia e Coordenadoria de Progamas de Pós Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE).
Para o presidente da Aepet, Fernando Siqueira, além de o acidente ter sido superdimensionado, há questões que não foram esclarecidas e não se deve afastar nem a possibilidade de sabotagem. "Esse acidente acontece num momento em que estão adiantadas as negociações entre a empresa espanhola Repsol e a Petrobrás para a compra de ativos, inclusive a Refinaria Duque de Caxias", ressaltou Siqueira. "Um acidente dessas proporções seria conveniente para macular a imagem da empresa e criar simpatia pela idéia de sua privatização ou venda".

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