São Paulo, 26 (AE) - A Associação Brasileira de Eleitores (Abrae) entrou hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido de liminar para suspender a instalação e o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário, "sob pena de trazer prejuízos irreparáveis ao povo brasileiro".
O pedido foi feito na ação popular, apresentada no STF pela Abrae, contra o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Para a associação, Magalhães "tem manipulado a opinião pública, por meio da imprensa, para a necessidade da instalação da CPI do Judiciário". Segundo informou o Supremo, a Abrae argumenta que o senador, por várias vezes, auxiliou e obstruiu a criação de CPIs para a apuração de má gestão pública e aplicação do dinheiro público, como o Projeto Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), a quebra dos bancos Econômico, Nacional e Bamerindus, de empreiteiras e construtoras e das privatizações da empresa Telecomunicações Brasileiras (Embratel) e da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).
A Abrae alega que Magalhães, por desavença pública com o ministro e vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto, com o objetivo de promoção pessoal em atingir o magistrado, decidiu defender a CPI do Judiciário.
"O senador Antônio Carlos Magalhães visa a atingir renomados ministros e magistrados da mais alta corte trabalhista do País, tentando desestabilizar a credibilidade da instituição, bem como das demais instâncias federais para atingir a satisfação pessoal, inclusive, ganhando espaço na mídia, e promoção de futuros projetos políticos, desconhecendo, porém, que a Justiça Federal e a Justiça Trabalhista são amparadas e criadas pela Constituição Federal", informa a ação movida pela Abrae contra a instalação e funcionamento da CPI.
A associação também destaca que, para a extinção das Justiças Federal e Trabalhista, é preciso alterar a Constituição.

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