Associação de Balonismo reprova vôo do padre
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Diego Ribeiro<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O vôo do padre Adelir de Carli, 41 anos, é um exemplo que não deve ser seguido. O conselho é do vice-presidente da Associação Brasileira de Balonismo (ABB), Leonel Brites. O especialista vê a ação do padre com muita apreensão e teme que o ato possa incentivar voôs realizados por pessoas inexperientes. ''Estamos preocupados com este caso do padre. Temos medo de que outras pessos possam fazer isso'', afirmou Brites.
O padre começou um curso de vôo livre há cerca de dois anos na escola Vento Norte, mas foi aconselhado a deixar o curso porque não tinha tempo para se dedicar à prática. Segundo um dos sócios da escola, Kauan Lichtown, Carli só poderia comparecer ao curso às segundas-feiras, por causa das missas e outros afazeres. ''Ele não completou nem dois meses de curso'', contou.
Brites afirmou que a experiência é um fator fundamental para realizar aventuras. ''Não sei como alguém pode marcar uma data pré-determinada para fazer isso (voar). Nós não marcamos datas, voamos conforme a meteorologia. Determinamos um período em que possamos realizar o vôo. Utilizar estes tipos de balão de festas não é aconselhado. O fabricante não se preocupa com a segurança porque não é para vôo'', disse.
Lichtown lembrou que o padre demonstrou falta de conhecimento da meteorologia. De acordo com o Simepar, os ventos estavam soprando na direção do interior do oceano.


