Porto Alegre, 28 (AE) - O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e diretor da Minuano, Ítalo Reali, disse hoje que além dos problemas para o recebimento dos frangos vivos e escoamento do produto resfriado, a greve dos caminhoneiros está começando a provocar o desabastecimento de ração nas granjas. "Se a ração não chega os frangos começam a morrer", afirmou. Ele disse que o setor está sendo prejudicado pela paralisação dos transportes, mas destacou que espera que o governo atenda as reivindicações dos grevistas. "Quem produz no Brasil é massacrado, enquanto dinheiro para os banqueiros não falta", criticou.
De acordo com Reali, o Rio Grande do Sul conta com 60 a 65 milhões de frangos de corte em criação permanente, além de 20 milhões de matrizes, com 2 milhões de abates por dia. Deste total, 40% são vendidos no Estado, 45% enviados para outras regiões do Brasil, especialmente São Paulo, e 15% exportados. A movimentação de toda a cadeia produtiva, de acordo com o dirigente, envolve um contingente de 3,5 mil veículos por dia.

mockup