Associação da Rússia ao Conselho da Europa é questionada
Moscou, 17 (AE-AP) - Após alertas de que a Rússia poderia ser suspensa do mais importante órgão de direitos humanos da Europa, o presidente interino Vladimir Putin passou, nesta segunda-feira (17), aproximadamente três horas debatendo a guerra na Chechênia com a missão de averiguação do Conselho Europeu.
A assembléia parlamentar do conselho agendou uma reunião de emergência para discutir o assunto em 27 de janeiro. Alguns membros chegaram a sugerir que a associação da Rússia deveria ser suspensa devido à ofensiva militar, agora em seu quinto mês.
Vladimir Putin adotou um tom conciliador ao responder à pressão externa. Putin fez um pedido ao Ocidente para que compreenda as razões de seu país. A entidade reiterou sua proposta de um cessar-fogo imediato e início de conversações de paz com os rebeldes chechenos.
"Nós entendemos as preocupações da comunidade internacional com os acontecimentos no norte do Cáucaso", disse. "Mas queremos que mostre compreensão de nossa posição e dê crédito a fatos reais, partindo de informações confiáveis, não de propaganda."
A delegação visitará hoje e amanhã a região chechena sob controle da Rússia e a república russa da Ingushétia, que abriga cerca de 200.000 refugiados chechenos.
O Conselho da Europa promove os direitos humanos e a democracia no continente europeu.
Na Chechênia, os bombardeios da aviação e artilharia russas prosseguiam hoje com intensidade na capital, Grozny, e no sul do território.
A Rússia requereu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) o aumento das sanções contra o movimento islâmico afegão Taleban por ter reconhecido no domingo a Chechênia como país independente.





