''Quem oferece aparelho de graça está sendo antiético com os colegas, tentado angariar pacientes de maneira desleal. Isso dá uma falsa impressão de vantagem para o paciente. Não vendemos aparelho mas prestamos um serviço'', disse o ortodontista Maurício Accorsi. O paciente que se sentir enganado deve procurar a Associação Paranaense de Ortodontia ou o Conselho Regional de Odontologia.
O Código de Ética Odontológica condena a oferta de tratamento gratuito. São consideradas infrações éticas ''executar e anunciar trabalho gratuito com finalidade de aliciamento'', bem como, ''anunciar preços e modalidades de pagamento''.
A lei nº 5.081 de 1966, que regula o exercício da Odontologia, proíbe o dentista de ''usar artifícios de propaganda para granjear clientela; prestar serviços gratuitos em consultórios particulares e anunciar preços de serviços, modalidades de pagamento e outras formas de comercialização da clínica que signifiquem competição desleal''.
O tratamento traz como benefícios a melhora na estética e na auto-estima do paciente, melhora na mastigação, na fonação (articulação das palavras) e prevenção de várias doenças como cárie, doenças gengivais e melhoria na higienização.
Segundo o presidente da Associação Paranaense de Ortodontia, Wilson Buffara, o aumento no número de pessoas usando aparelho está associado há vários aspectos. Há duas décadas, os tratamentos eram elitizados e caros e um baixo número de profissionais. ''Os materiais eram importados e tinham custo elevado. Isso acarretava em uma hipervalorização dos tratamentos o que diminuía o acesso da população'', explicou.
Buffara lembra que hoje há várias empresas nacionais que produzem materiais com qualidade, o que popularizou o tratamento. Hoje também há um grande número de profissionais. Na década de 80 eram apenas 50 especialistas no Paraná.(A.B.)

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