Rio, 13 (AE) - O Conselho de Segurança da Associação Comercial do Rio entregou ontem ao secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Josias Quintal, um documento sobre o desarmamento da população. O conselho apóia a lei que proíbe a venda de armas, do deputado estadual Carlos Minc (PT), mas ressalta que ela deveria ser acompanhada de operações policiais mais intensivas nas favelas ou em bairros que registrem crescimento da criminalidade.
Os representantes do conselho, formado por desembargadores, juízes, ex-delegados e empresários, discutiram a política de segurança adotada pelo governador Anthony Garotinho (PDT). "Queremos saber se a estratégia será de repressão à violência ou de permissão do aumento da criminalidade", disse o presidente do conselho, Francisco Horta.
"O conselho defende um desarmamento concomitante de cidadãos e criminosos", disse Arethuza de Aguiar, uma das diretoras do associação e representante do conselho. No documento os integrantes também ressaltam que armar a população não significa torná-la mais segura. Segundo a análise dos representantes, "não é por falta de armas que o Rio de Janeiro sofre com a falta de segurança, pois calcula-se haver no Estado 1,3 milhão de armas, das quais apenas 560 mil são registradas.

mockup