Associação acusa desmatamento em área da Repar
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segunda-feira, 02 de julho de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
A Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar) denunciou ao Ministério Público a Copel, Petrobras e Cisa (subsidiária da Companhia Siderúrgica NacionalCSN) pelo corte irregular de árvores nativas e exóticas que estão em área de preservação permanente dentro e ao redor da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).
De acordo com a presidente da Amar, Lídia Lucaski, foram retiradas árvores de uma área de nascentes e de córregos, cujas matas são consideradas intocadas. A denúncia foi apresentada à promotora de Justiça da Comarca de Araucária, Stella Maria Flores Floriani Burda. As três empresas negam irregularidade e dizem que têm autorizações para os desbastes.
Ontem, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foram ao local checar se houve crime ambiental. Mas a Folha não conseguiu contatar a equipe no final da tarde.
Lídia Lucaski afirma que houve grave agressão ao meio ambiente em área da Petrobras. Quase um ano depois do grande derramento de óleo (quando foram despejados 4 milhões de litros de petróleo, durante o mês de julho), ainda continuam acontecendo descasos com a natureza em Araucária, reclama. Segundo ela, foi retirada grande faixa de árvores dentro e fora da Repar. A empreiteira da Copel, a Fastell Engenharia Ltda, não respeita sequer propriedades particulares, devastando pínus plantados há 25 anos.
A Repar confirma a derrubada de 50 eucaliptos de um região de reflorestamento. As árvores darão lugar a torres de alta tensão, que vão abastecer a Cisa.
A assessoria da Copel garante que os cortes foram autorizados pelo IAP.


