São Paulo, 01 (AE) - A Associação Brasileira de Telecomunicações por Assinatura (ABTA) vai divulgar na próxima semana um panorama da indústria com a projeção de crescimento do número de assinantes de 123% em quatro anos, no melhor cenário, e de 60% no mais pessimista. Segundo o estudo encomendado pela ABTA, em 2003 pode haver 6,7 milhões de assinantes de TV por assinatura no Brasil se o País retomar o crescimento a taxas de pelo menos 2% ao ano. Em um cenário de retração econômica, os assinantes de TV paga seriam 4,5 milhões em 2003.
Atualmente, 2,7 milhões de brasileiros têm acesso aos canais fechados de televisão, sendo que 30% são das classes A e B, 6% da C e apenas 1% das classes D e E. Numa realidade de crescimento econômico, a adesão da classe C seria suficiente para expandir significativamente a base de assinantes, pulando para uma participação de 11% e de 56% das classes A e B. No cenário pessimista, a TV paga não chegaria a mais lares da classe C e aumentaria para 44% para as classes A e B.
O estudo da ABTA também projeta o faturamento da indústria de acordo com os cenários econômicos, mas alerta que as operadoras já vêm estudando soluções alternativas como venda pré-paga de pacotes e incentivos aos assinantes para a mudança para serviços mais caros.
Num cenário otimista, a receita da indústria de TV paga cresceria do atual R$ 1,7 milhão para R$ 3,7 milhões em 2003. No cenário pessimista, a receita chegaria a R$ 2,8 milhões. Com a oferta de pacotes mais baratos a partir do segundo trimestre deste ano, a ABTA estima que demore dois anos até que o crescimento da base de assinantes seja refletido em ganhos de receita.

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