Brasília, 10 (AE) - Até o momento, os assessores da liderança do governo na Câmara estão prevendo a necessidade de 26 votações diferentes para que seja concluída a apreciação em primeiro turno da proposta de emenda constitucional que restabelece a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O número de votações pode ser reduzido se a Mesa Diretora da Câmara concluir, na análise que está fazendo neste momento, que algumas das emendas apresentadas são repetidas. Isso ocorreu com duas emendas apresentadas pela oposição. O roteiro mais provável da votação de hoje será a abertura das votações pela apreciação em bloco dos destaques individuais. Em seguida, deverão ocorrer as votações de dois destaques para votação em separado (DVSs) que têm por objetivo suprimir trechos da proposta de emenda constitucional. Essas são as duas votações consideradas pelos governistas como as mais importantes, pois se trata dos dois únicos casos, nesse processo
em que a base aliada precisará obter os 308 votos (três quintos do total) favoráveis à manutenção do texto original. A terceira etapa do roteiro deverão ser as quatro votações de destaques de emendas apresentados por bancadas partidárias. Diferentemente dos DVSs, esses destaques têm por objetivo substituir trechos da emenda original e não simplesmente os suprimir. Na última etapa, devem ocorrer as votações de 19 emendas aglutinativas, que são emendas geradas pela fusão de outras emendas e que precisam ser votadas nominalmente, uma vez que estão sendo apresentadas por bancadas e não individualmente por parlamentares. Um dos quatro destaques de emendas será apresentado pelo PTB, com o objetivo de manter a alíquota de 0,20% para a CPMF - a mesma que vigorou até janeiro.

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