São Paulo, 19 (AE) - O ex-assessor de informática da secretaria das Administrações Regionais (SAR), Akira Yoshikawa negou qualquer participação na venda de barracas para camelôs pela empresa W.Sita.
Yoshikawa é acusado de ter participado do esquema com outro assessor da Prefeitura, Hélio Furmankiewicz, o ex-presidente da Ação Local General Carneiro Lúcio Santos e o funcionário da W.Sita José Novaes Neto. Furmankiewicz se recusou a falar na CPI.
O depoimento de Yoshikawa foi considerado contraditório. Ele alegou, por exemplo, que não sabia as atividades que Furmankiewicz na SAR. Em relação a Novaes, o assessor de informática garantiu que mantinha apenas contatos profissionais, relativos à transferência de ambulantes para os bolsões.
Na hora em que iria depôr, o advogado de Furmankiewicz, Haroldo Bastos Lourenço alegou que seu cliente falaria apenas em juízo. O presidente da CPI, José Eduardo Martins Cardozo, irá solicitar ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Polícia Civil que instaure inquérito policial por falso testemunho. No caso, ao se recusar a falar na CPI, a testemunha estaria falseando com a verdade.
No fim da noite, a Comissão iria ouvir a ambulante Geni Alexandra da Silva. O depoimento, por questões de segurança, seria realizado em sigilo a partir das 22 horas. Geni disse que tem acusações contra o ex-vereador e deputado estadual Hanna Garib, acusado de ser um dos principais beneficiários de propinas na Administração Regional da Sé.

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