Assentamento terá fiscalização de conselho gestor
Curitiba - A administração do novo assentamento vai seguir um conselho gestor tripartite e que será formado por um representante do MST, um do Incra, e outro do governo do Estado. Nesse conselho irão funcionar três câmaras técnicas de gestão em áreas diferenciadas: geração de renda, infra-estrutura e qualidade de vida, gestão ambiental. A intenção é gerar com o assentamento 6,2 mil postos de trabalhos.
A expectativa é que, além da alimentação e moradia, os assentados obtenham uma renda familiar mensal de R$ 500 na Araupel. Além disso, 5 mil dos 25 mil hectares se encontram em área de reflorestamento com araucária, pinus e eucalipto. Em cada hectare há 1,3 mil árvores plantadas para fins comerciais. O projeto de exploração racional da madeira está sendo feito pela Embrapa Florestas, de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Ontem, representantes dos órgãos que auxiliam no projeto decidiram iniciar imediatamente o trabalho de conscientização das famílias que estão acampadas na fazenda para que respeitem a fauna e a flora. Também será feito um inventário florestal da reserva atual do assentamento em termos de quantidade de pinheiros, imbuias e pinus. A Polícia Militar (PM) vai fazer a fiscalização para evitar o corte irregular de madeira na Fazenda Araupel. ''Queremos conservar no assentamento aqueles que querem produzir e precisam de terra'', complementou o presidente do Incra.





