Assentados mantêm ocupação a prédio de prefeitura no PR
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quinta-feira, 18 de março de 2004
Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
São Jerônimo da Serra Os assentados que invadiram a Prefeitura de São Jerônimo da Serra (78 km ao sul de Cornélio Procópio) na manhã de anteontem, passaram a noite nos corredores do prédio, aguardando uma decisão do governo municipal.
Segundo um dos coordenadores do movimento, José Andrade da Silva, eles reivindicam a manutenção da escola que funcionava dentro do assentamento Dom Elder Câmara, localizado a cerca de 25 quilômetros da cidade. ''A estrutura da escola mais próxima, no distrito de Terra Nova, não comporta nossas 94 crianças e ainda precisaríamos de dois ônibus para transportá-las ao colégio. Ficaria muito caro e por isso, compensa manter a escola'', argumentou Silva.
Ainda ontem, cerca de 10 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) esperavam participar de uma reunião com o assessor jurídico da Prefeitura, Paulo Roberto Moreira, e o advogado do movimento, Josinaldo da Silva Veiga, para definir a situação no assentamento. ''Esperávamos representantes do governo estadual e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas ninguém apareceu. Queríamos também a presença da prefeita da cidade (Maria Luiza Copla), que se recusou a participar da discussão. Além disso, nosso advogado não compareceu'', disse o coordenador.
Segundo o coordenador, um novo encontro foi marcado para a manhã de hoje. ''Se nada for resolvido, vamos trazer mais 50 pessoas do assentamento para pressionar o governo'', disse Silva.
Em 2002, um acordo firmado entre os governos estadual e municipal e o Incra garantiu a criação da escola, que atendia até o final de 2003, 94 crianças de 1 a 4º séries. A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Cornélio Procópio, Maria Salete Closs Fonseca, afirmou que nenhum outro contrato garantindo a continuidade das aulas foi assinado.


