Assentados libertam funcionário e desocupam sede do Incra no Pará
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segunda-feira, 03 de abril de 2000
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 04 (AE) - Os 90 agricultores do asssentamento Uirapuru, no oeste do Pará, que ocuparam ontem a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Uruará, libertaram, no final da tarde, o funcionário do instituto Agnaldo Dantas, que era mantido no local. No início da noite, após conversar com a diretora de Conflitos Fundiários do Incra, em Brasília, Maria Oliveira, a quem enviaram um fax com a pauta de reivindicações, os assentados deixaram a sede do órgão. No entanto, advertiram que se até a próxima segunda-feira (10) não obtiverem uma resposta, voltarão a ocupar a sede.
Segundo Ivaldez do Nascimento Silva, da comissão de negociação, os assentados querem que o instituto deposite R$ 2,5 mil do crédito habitação na conta de cada uma das 140 famílias, demarcação dos lotes, recuperação de estradas vicinais e pagamento do restante do crédito fomento, em torno de R$ 700,00 para cada família.
Vistoria - Em Belém, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) decidiu manter fechada, pelo sexto dia, a sede da superintendência do Incra, ocupada por 600 acampados das fazendas Bacuri e Quintino Lira. O movimento entregou à diretora do órgão em Brasília, Maria de Oliveira, uma pauta que prevê vistorias em três fazendas e assentamento de famílias nas fazendas Zé Coelho, Parafuso e Camelo, na região nordeste do Estado.
"O pessoal só libera a sede quando tiver uma resposta"
resumiu o líder do MST, Raimundo Nonato Coelho de Souza.


